A.I.L.A.: O jogo Terror que me Conquistou

Quem me conhece sabe: eu não sou entusiasta de games de terror. Muito menos se forem em primeira pessoa, onde a imersão torna tudo mais agoniante. Geralmente, eu dropo esses jogos com bem menos de duas horas de gameplay. Mas algo diferente aconteceu com A.I.L.A., o novo lançamento da Pulsatrix Studios.

Já passei das primeiras 5 horas de jogo e, para minha própria surpresa, pretendo continuar. Se eu, que fujo do estilo, ainda estou aqui, isso já é um baita ponto positivo para o game.

Performance e Narrativa: O Olhar de um Roteirista

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a otimização. Consegui rodar o jogo tranquilo no meu “PC batata” e, acreditem, ainda fazendo live simultaneamente. Isso mostra o respeito dos desenvolvedores com o público que não tem uma máquina da NASA.

Mas o que realmente me prendeu foi o roteiro. Como roteirista, tenho que elogiar muito a narrativa do jogo! Os elementos estão no lugar certo para gerar uma experiência bacana. A história não te joga sustos gratuitos; ela te conduz por uma trama que faz sentido e desperta a curiosidade de querer saber o que vem a seguir.

Construção Visual: O Olhar de um Editor

Trabalhando diariamente como editor e diagramador de revista de videogame, meu olho é treinado para notar detalhes de composição e estética. E aqui, a Pulsatrix deu um show. A construção visual e o cuidado com os detalhes de cenário e interface são dignos de elogio. É um jogo bonito de se ver, mesmo quando o que está na tela é perturbador.

Veredito Parcial

O jogo está muito bem equilibrado. O som, o visual e a história se conversam perfeitamente. Se você, como eu, tem um pé atrás com jogos de terror, dê uma chance para A.I.L.A.

Eu gostei do jogo! E vindo de alguém que costuma passar longe desse gênero, isso diz muito sobre a qualidade do que foi entregue aqui.

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